10.2.11

Declaração Oficial

Então, a partir de hoje eu declaro este blog como meu sketchbook online. Não tenho porra nenhuma pra falar mesmo (pelo menos não algo animado, bonito, etc etc etc), então vai virar galeria. E pra abrir com chave de ouro, Natalie Portman em Black Swan:

6.2.11

A vida mudou

Há anos não atualizo este blog e, sem me dar conta, durante este tempo, não senti falta dele. É aquele pensamento escroto que diz que não importa o que você diga/escreva, nunca vai provocar mudança, nunca vai abrir os olhos de ninguém. É irrelevante.

Pra combater esses pensamentos inúteis, é preciso auto-conhecimento. Eu nunca fui muito fã dessas viagens ao interior não, o único instinto que me sempre me apontou nessa direção foi a Astrologia - ela sempre me apontou o que eu era e o que eu poderia ser. Mas mesmo assim, tinha (ou tenho?) medo. Porque eu sei que há limites, mesmo pra mudança. E o triste de você não se conhecer é não saber exatamente onde está esse limite.

Necessidade por aceitação social é uma merda.

23.1.09

Bizarro

Engraçado como as pessoas alegam que você é egoísta, sendo que elas mesmas são piores do que você; o ser humano é um espetáculo mesmo.

Pois é, acabou. E eu não vou derramar nenhuma lágrima.
Eu devia a ele a verdade. Se foi muito, é porque não devíamos estar juntos.
Eu não ia conseguir mentir pra sempre.

Foi bom enquanto durou. Pena que na realidade não era assim.
Não vou dizer que não o amo. Eu o amo, sim. Mas mais parecia que eu estava sozinha.

Ah...

Tudo - tudo - acaba bem quando tem que acabar.

Se não está tudo bem, é porque ainda não acabou. E que assim seja.
Amém!

P.S.: Alguém aprecia esta belíssima chuva que se instalou no Rio? A despeito dos desabrigados, eu o faço!

22.1.09

Surreal

Depois de séculos sem postar, pego-me voltando a me apegar à escrita. E nem é porque acabei de ter uma briga com meu namorado - isso veio de brinde. Senti saudades desse cantinho onde posso ser livre e expressar o que eu quiser e puder.

Claro que não é tão assim, extremado, mas dá para o gasto.

O resultado da UFRJ sai daqui a seis dias; rôo as unhas de ansiedade.
Por que eu duvido tanto de mim mesma? Chego até a duvidar do que eu sinto pelos outros. Mas posso afirmar com certeza que meu sentimento mais sincero e duradouro eu tive pela Lorraine (espero que ela saiba disso).

Aliás, vou ligar para ela agora´.

É isso.

9.3.08

Lembranças

Faz tempo que eu não posto e, para alguns, devo desculpas.
Tenho estado ocupada estudando para o vestibular, especificamente pra UFRJ. Estou com três livros de História pra ler, a fim de me dar uma base pra prova específica.

É desesperador.
Nunca passei tanto tempo lendo - especialmente sobre uma matéria que eu particularmente odeio - nem trancada numa biblioteca. Nem parece que sou eu, mas, no final, eu estou aliviada.

Eu passei tanto pro CEFET quanto pro Pedro II sem dar o melhor de mim, sem realmente estudar por alguma coisa que eu queria. Isso acabou criando um vazio que, espero eu, está se preenchendo.

Como se fosse uma tal ressureição do meu ego estudioso e do emocional - culpa do sr. Victor - como se eu não fosse suficientemente chata só com um deles.

A saudade bate forte por aqui e eu não vejo a hora de poder vê-lo de novo.
Uma semana sem falar com ele é torturante, duas então, eu morro! E já faz três meses que a gente não se vê. Não que eu não estivesse preparada, no entanto é pior do que eu pensava. É dolorido, angustiante.

Mas me considero sortuda, muito sortuda, porque ele faz valer a pena. E isso é reconfortante pra - com o perdão da expressão - caralho.

Por último, eu descobri que não sei fazer desenhos coloridos. Eles ficam especialmente ruins...

Será que tem a ver com a maneira que eu vejo a vida?

10.2.08

Musiqué

A Música.

A música é tudo que restou de mim.
Cada nota é suspiro meu. Cada desalinho é lágrima.
Aquele lindo pentagrama, que você percorreu com tanta fúria e tanto desejo e que fez acordes tão lindos, não passa do meu corpo.
Eu sou o que você tanto cria, os sons que a tua voz emite em conjunto com os tons fulgurantes do teu violão.

A música é uma lembrança.
A tua lembrança de mim, o que me faz música.
E você me ouve na melancolia de cada canção, na tristeza do teu violão, na ilusão de me ter entre os teus dedos, como aquela idéia ingrata que aparece uma vez na vida e que poderia transformar-se na maior das melodias.

Ser música é como desejar ser eterno e eterno ser, como uma serenata cujo cantor esqueceu a melodia. Melhor ainda, é pedir por felicidade e lembrar do coração partido – indeciso, na verdade, porque não sabe se empolga-se com a melodia ou se chora com ela.

26.1.08

Axé & Você

Começou de repente.
Lá estava eu no meio daquela multidão, abanando-me e contorcendo-me como um pedaço de elástico. Você não acreditou quando viu. Talvez fosse porque estava tocando nada mais nada menos do que o último hit de axé. Ou então porque você nunca tinha me visto de abada. Das duas formas, lá estava eu, no meio da multidão, com um copo d’água na mão e sandálias nos pés.

Você ficou maravilhado. Não que eu dançasse bem, não que eu fosse a mais bonita da pista, mas nada disso te impediu. Talvez fosse por causa daquele lindo brinco de penas verdes e azuis. Falo isso porque, se eu fosse homem, provavelmente mandaria minha namorada usar um desses. Seria pré-requisito.

Você foi chegando perto, com aquele seu rebolado de baiano, querendo saber qual era a minha. Não que eu soubesse rebolar, mas acho que na sua mente eu rebolava. E rebolava bem.

E, por mais que a minha cabeça implorasse, eu não recuei. Estava começando a me perguntar o que diabos tinham colocado na minha água. Eu não sentia minhas pernas e estava sendo arrastada por uma correnteza de pessoas. Isso sem contar com você.

E agora, você espera uma resposta, verdadeira. Então, faze-la-ei para que possa acata-la, com um dos meus mais ricos e cínicos sorrisos.

Meu filho, eu sou uma pseudo baiana. No meu mundo de cintos de bala, all star e meias arrastão não tem espaço pra abada. Muito menos pra berimbau, acarajé, dendê e Ivete Sangalo. O bronzeado é mais que forçado, o brinco de penas é presente muito querido e a sandália é confortável. Se veio me perguntar o que eu faço aqui, eu lhe respondo que vim analisar pessoas. Aliás, enfie esse seu abada onde eu não possa vê-lo!

27.12.07

Maternidade

Certo dia sonhei com alguém e pensei que fosse eu. Mas era ela.

Ela, que vendia quadros num ateliê do Centro da Cidade para poder sustentar os cinco filhos – seus meninos, como ela frisava na maior parte do tempo. Era sozinha; o marido tinha outra família, talvez com outros cinco filhos. Mas sentia-se feliz mesmo assim, porque o que ele lhe roubara em sono tranqüilo, ela lhe afanava em pensão.

Ela, que ocupava as noites de insônia lavando cuecas, engomando roupas e ao mesmo tempo pensando em idéias para quadros, tudo isso na companhia do pequeno Ian, o mais jovem, que se recusava a dormir sem ela. Provavelmente porque ela lhe contava as histórias mais fantásticas de piratas e o acalentasse até que alcançasse o sono. Se a doçura era intensa de um lado, a cobrança e rigidez não eram menores, características que formaram o responsável e sério James.

Como era mais velho e depois que o marido dela se foi, assumiu a família e ajudou a mãe com os irmãos. Não tinha planos pessoais além da felicidade da família – aquela era sua missão, a que seu pai havia falhado em realizar.

Ela, que com suas mil e uma faces, tornou-se responsável pelas aventuras do encapetado Santhiago e pela genialidade de Ícaro. Também pela audácia de Morgan – considerado por ela o mais perigoso dos filhos – e pela doçura de Ian.

À noite, tomava pílulas para dormir em paz; com direito a doses extras quando Santhiago arranjou uma namorada e quando Ícaro foi estudar no exterior. Às vezes, nem eram necessárias, como daquela vez em que Ian fez-lhe um vaso de rosas no Dia das Mães e quando Morgan deu-lhe, timidamente, o primeiro abraço em dezoito anos.

Ela, que se lembrava das noites em que ensinava álgebra – em vão – para Santhiago, desavisada do real propósito do estudo: arranjar uma namorada. Quando ela descobriu, apenas suspirou. Pelo menos, estava estudando.

Não tinha muitas lembranças de James. James crescera rápido demais, tornara-se adulto com uma facilidade incrível. Sua presença para ela era firme, porém invisível. Era como se ele fosse parte da casa, ou a bengala de uma senhora. Sempre útil, sempre silencioso. Tal como Morgan, era um livro fechado, mas que havia passado despercebido pelos olhos atentos dela.

Algumas vezes, quando ficava até tarde no ateliê terminando algum quadro, ao chegar em casa sentia como se houvesse passado o tempo de uma vida. Como se a vida corresse mais rápida e mais viva dentro de casa. Como se, de uma hora para outra, o seu pequeno Ian não gostasse mais de chocolate com sorvete.

E um dia isso aconteceu. Mas ela não estava fora de casa. Eram eles, os cinco, que estavam. E foi assim até o fim de seus dias: ela, que quando jovem mãe pensava no futuro dos seus meninos, hoje, pensa no passado deles. Lembra da primeira fralda, do primeiro sorriso, das primeiras decepções e de como tudo passara feito um sonho.

Quer dizer, até o fim, não. Até o nascimento dos netos!

2.12.07

Passage to the Reaper

http://www.youtube.com/watch?v=9BmkAh_1SmQ

Hahahahahaha! Muito bom!

25.10.07

Cara de pau

Pois é, eu não tenho vergonha na cara mesmo!
Passo quase dois meses sem postar e não sei por onde começar. Trágico, né, povão?

Vamos então aos assuntos mais alarmantes.

Estou tão desesperada quanto a que carreira seguir que estou tentada a seguir Engenharia. O pior é que eu não sei porque, talvez eu seja masoquista. Pior ainda, talvez goste de desafios.

Saudades da época em que eu queria ser veterinária...

Estou sem computador; no momento, uso o de mamãe. O coitado foi pro conserto depois de meses dando pití... pobrezinho.

Assisti Piaf - Um Hino ao Amor. É maravilhoso, mas no meu caso, também foi humilhante.
Vendo esse filme, me deu vontade de deixar todas as preocupações de lado e simplesmente seguir o meu coração, fazer o que eu quiser quando eu quiser. Essa é a parte boa, por assim dizer. A ruim é que, como sabemos, há consequências a serem sofridas. Porém... Piaf, apesar da vida miserável, ainda teve coragem de dizer que não se arrependia de nada; nem da bebida, nem da filha morta, nem do grande amor que teve, morto em um acidente de avião.

Como eu queria ser assim!

12.9.07

Tam ires.

Nem Tam, nem mires: Tamires.
Não sabe falar meu nome, nem fala comigo.
Não sabe escrever, pior ainda, passa longe de mim.

Não sei me definir, mas acho que sou "tudo de muito". Até hoje ainda não descobri alguma coisa que faltasse, de fato, em mim.

Eu vivo de excessos.
Excesso de alegria, excesso de tristeza, excesso de irritação, excesso de paixão. Incrivelmente, excesso de frieza.

Eu mudo como qualquer pessoa e nada nem ninguém pode impedir isso.

Eu não escondo o que sinto - por nenhum motivo. E odeio pessoas que o fazem sem motivo. Aliás, odeio ainda mais quem o faz com motivo - ou pensa que tem motivo - porque assim a pessoa, além de estar mentindo pros outros, mente pra ela mesma. Não tem mentira mais nociva.

Eu tenho diversas pessoas por quem nutro sentimentos sublimes e que alegram todos os meus dias. Seria ridículo citá-las, porque elas sabem o que eu sinto.

Possuo vícios. Você pode ser um deles.
Na verdade, eu adoro meus vícios, apesar de serem o que são.

Há quem me chame de "tami", há quem me chame de "mires", mas eu sei que para sempre eu vou ser: Tamires.

25.8.07

Semana de Provas

é sinônimo de não ter tempo pra postar. É sinônimo também de jogar Zelda Twilight Princess alucinadamente, de ir no rodízio de pizza com Lorraine, Artur e companhia e assistir a uma peça super engraçada - Conversa Fiada. Estranhamente essa peça me lembrou o grupo de humor Terça Insana, que também vale a pena ver (se você é paulista).

Mas voltando ao assunto central desse post, a semana de provas. Ela até começou agradável, com duas matérias bem leves - Português e Filosofia. Costumo chamar esse dia de "dia de escrever que nem retardado". Devem imaginar por que. Em seguida, o pior deles - História e Sociologia. Esta última tem a má fama de trucidar as esperanças de qualquer ser humano saudável em passar de ano, sorte que eu não sou um. Agora, História... digamos que, se eu acertei uma questão, foi muito. Pra quê diabos eu quero saber como era dividida a produção de café em São Paulo? Nem paulista sou.

O dia seguinte foi dia de Química Orgânica e Inorgânica. Céus, nunca vi tanto desespero numa só sala. Ao final da prova, eu só via as CDFs chorando, cada uma mais desolada que a outra. Essa maldita prova fez com que eu - e toda a turma - ficasse na sala até o último segundo. Nem Física fez isso comigo. E hoje, Física e Desenho. Eu estava até bem feliz, finalmente ia redimir minha alma da prova de Química. Estava. A prova estava chata e cansativa e, de primeira, só consegui fazer uma questão. Depois de alguns segundos de pânico, consegui fazer a prova toda e pude afirmar que fui bem - bem mesmo! Em Desenho, o desespero seguiu-se antes da prova, porque devido a problemas técnicos durante o início do ano, não tivemos aulas decentes da matéria. Somando-se ao comportamento da turma, não rendeu.

Para a surpresa de todos, a prova estava ridícula. Melhor pra nós!

Segunda provavelmente será o melhor dia - Matemática e Inglês. Não só pelo fato de ter Inglês, mas porque a matéria de Matemática é ridícula e eu morro de rir lembrando do meu professor de matrizes. Ele tem probleminhas, sabem?

Entretanto, não era de História que eu tinha medo, pois no fundo da minha alma, eu sabia que viria algo pior. Biologia - ou Boiologia, para os mais familiarizados - e Geografia. Ah, Zeus, como eu gostaria de não ter Biologia! Como gostaria de não saber como as plantinhas fazem neném ou como as esponjas se reproduzem! Quero minha inocência de volta!
Caham, melhor parar. A exaltação é muita por aqui... Devo desculpas pelo textículo abaixo, era apenas uma mensagem subliminar que não importa agora. Posso realmente dizer que não importa e não sabem como isso me deixa feliz!

17.8.07

Everything but Hollaback Boy

Êêêê, acabou!
\o/
[respira aliviada pela primeira vez nos últimos meses]

12.8.07

Puro ócio

Oh, Céus, a semana foi agitada.

Eu não pretendia fazer isso, mas aqui vai um breve resumo da minha semana:
Segunda foi dia de:
- quebrar meu mp4 [não sei como];
- perder meu estojo que combina com a mochila [que gay!];
- não ter aula de Harmonia porque a mulé do professor deu à luz [mais um leonino pro mundo...];
- fazer o trabalho de Sociologia correndo pra ficar mal feito [hahahaha];
- dia oficial das discussões idiotas;
Terça foi dia de:
- descobrir que o trabalho de Sociologia não era pro dia [auhuehuhauha!!!];
- encontrar meu mp4 misteriosamente quebrado [é, eu ainda não sabia];
- encontrar meu estojo perdido na minha mochila e ter de pedir desculpas ao Jean [parte ruim];
Quarta foi dia de:
- ver a peça legal da Anamar, da turma I22 [e faltar à aula de filosofia :\];
- ler desesperadamente o livro Uma Noite na Taverna, pra depois descobrir que a professora tinha faltado;
- ir ao Villa Lobos pra t- er aula de piano e descobrir que NÃO ERA ESSE O DIA! [com direito a discussões nada a ver com a secretária!];
Quinta foi dia de:
- ser inútil e irrelevante;
Sexta foi dia de:
- comprar presente de papai, cortar o cabelo e usar um cartão de crédito from hell pra comprar mangá;
- falar merda na aula do Poncio;
- ser inútil na aula de inglês [mentira, ajudar o Luan!];
- ser mais inútil ainda na aula de português [com a mulher me mandando guardar o mangá de cinco em cinco segundos...];
- descobrir [pela molésima vez] que eu tinha de ter estudado orgânica;
Sábado foi dia de:
- levar inutilmente o termômetro pra aula de Termologia;
- fazer um teste que me deu medo;
- fingir estar interessada na aula de desenho;
- DIA DE JOGAR SUPER SMASH BROS MELEE ATÉ AMANHECER! com Lolo, Artur, Guilherme e, claro, eu [mas eu morria toda hora...];
Domingo é dia de PAPAI!
Sem mais!